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Entenda o que é parentalidade positiva e o que o Senado aprovou

Atualizado em sexta-feira, 6 de novembro de 2026 · explicação com base em fontes oficiais

É um jeito de educar os filhos com respeito e sem violência, e já é lei desde 2024. O Senado aprovou agora uma mudança que inclui cursos, palestras e campanhas sobre o tema.

O que é

Parentalidade positiva é um jeito de educar as crianças baseado em respeito, acolhimento e não violência, tratando a criança como alguém que tem direitos.

É assim que a lei brasileira define: “o processo desenvolvido pelas famílias na educação das crianças na condição de sujeitos de direitos”, com “um relacionamento fundamentado no respeito, no acolhimento e na não violência”.

Já é lei desde 2024

A Lei 14.826, de março de 2024, colocou a parentalidade positiva e o direito de brincar como formas de prevenir a violência contra crianças. Para a lei, criança é quem tem até 12 anos incompletos.

O que o governo deve fazer

União, estados, Distrito Federal e municípios devem criar ações para fortalecer a parentalidade positiva e o direito de brincar, em áreas como assistência social, educação, cultura, saúde e segurança pública.

Na prática, cabe a estados e municípios definir essas ações, dentro de programas que já existem ou de programas novos.

O que o Senado aprovou

Na terça-feira (3), o Senado aprovou o projeto PL 186/2025, que muda essa lei de 2024. Segundo a Agência Senado, o texto determina que cursos, palestras e campanhas sobre o tema sejam dever do Estado, da família e da sociedade e que se baseiem em evidências científicas.

O projeto é da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) foi a relatora nas comissões do Senado. Agora ele segue para a sanção da Presidência da República, que decide se o texto vira lei.

Não confunda com outra lei

Desde 2014, outra lei, conhecida como Lei Menino Bernardo, garante que crianças e adolescentes sejam educados sem castigo físico nem tratamento cruel ou degradante.

Ela é um texto separado, e o projeto aprovado agora não mexe nela. Quando os responsáveis descumprem, essa lei prevê medidas como orientação, encaminhamento a programas de proteção à família e a cursos, aplicadas pelo Conselho Tutelar.

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Fontes

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